Já alguma vez te sentiste sozinho?

Solidão, algo que qualquer indivíduo já sentiu no decurso da vida. Já todos sentimos, num ou noutro momento, esse sentimento agoniante. Mas, na (quase impossível) hipótese em que não te tenhas sentido assim, nem por uma mera fração de segundo, não te preocupes: mais cedo ou mais tarde chegará o teu momento — o que não seria de estranhar… pois, afinal de contas, somos humanos, seres emocionais.

Dito isto, passemos a factos: no Reino Unido, 60% das pessoas entre os 18 e os 34 anos se sentem, por vezes, sozinhas; nos Estados Unidos, 46% sentem com regularidade. Dizem que temos a sorte de podermos desfrutar o facto de estarmos a vivenciar uma época da história em que os humanos encontram-se mais conectados do que nunca — desde logo, por causa das inúmeras redes sociais que existem por aí. No entanto, será que essa conexão é mesmo… verdadeira, ou será apenas fictícia? Não estaremos, na realidade (e paradoxalmente), cada vez mais isolados uns dos outros, mesmo com a tecnologia de ponta que por aí existe?

Antes de respondermos a essa ideia (que, à primeira vista, aparenta ser contraditória), convém esclarecer algo: estarmos sozinhos e sentirmos-nos sós são duas figuras distintas; por exemplo, podemos estar com pessoas em nosso redor (como se estivéssemos na escola) e, mesmo assim, sentirmo-nos… sós! Porquê? Para além disso, desmistifique-se que a solidão não é simplesmente sentida por aqueles que não herdaram ou aprenderam a ser “sociais“, isto é, a ter a habilidade de se relacionar bem com outras pessoas — tudo isto para dizer o seguinte: a solidão não é apenas sentida pelos mais introvertidos! Isto é o que a ciência, para já, vai sustentando, através de diversos estudos para já realizados. Enfim, a Solidão não é apenas sentida por alguns, nem depende da idade da pessoa; cada um de nós o pode experienciar — é algo que nos é intrínseco.

Qual a razão por detrás deste sentimento, que nos faz, em certa medida, sofrer?
Simplesmente, o nosso corpo preocupa-se com isso. É que, há milhões de anos atrás, este sentimento de solidão servia como um indicador de sobrevivência: na altura, não passar fome, manter o corpo quente e sentir segurança, enquanto um humano se encontrava sozinho, era impossível; as chances de sobreviveres numa época tão primitiva aumentariam, e de que maneira, se estivesses acompanhado. Daí o teu cérebro ter desenvolvido o chamado “social pain“, com o objetivo de travar o comportamento que levaria qualquer indivíduo a querer isolar-se completamente dos demais.

Como se inicia?
A maioria das pessoas entra nesta espécie de bolha, designada de “solidão“, sem sequer dar por isso. O que começa por uma simples rejeição de um convite para café, alastra-se até que se começa a tornar algo comum: “fica para a próxima, hoje não acordei com disposição”. É assim criada um barreira entre ti e os outros.

O que se sente?
A solidão faz com que a nossa atenção se comece a focar mais nos aspetos negativos da vida, quer seja em relação às outras pessoas, quer seja em relação a ti mesmo. Se isto não bastasse, também te sentes num espiral de tristeza constante, que te levará, por teres a tua auto-estima em queda livre, a quereres afastar-te cada vez mais das outras pessoas.
À medida que o tempo passa, esta bolha vai tornando-se cada vez mais difícil de rebentar, vai-te emprisionando de tal maneira que, em casos extremos, poder-te-ia condenar com uma depressão mental.

Como escapar?
1. O primeiro passo para fugires desta bolha que te pode envolver, é aceitares que o sentimento de solidão é algo normal e que não tens razões para ter vergonha disso. Todo o ser humano em alguma altura da sua vida o sente, eu ja o senti e aqui estou. É uma experiência humana universal.

2. Observa aquilo em que mais vezes pensas, e aos poucos tentar livrar-te desse negativismo que te consome e tentar ver as coisas por um lado mais positivo. Um acontecimento que te deixa triste no momento, pode na realidade trazer-te algo bom no futuro. Chama-se aprendizagem. É como o meu pai muitas vezes me diz “é a escola da vida”.

3. Muda a maneira como vês o mundo. O facto de acreditares que os outros não te querem por perto, pode ser apenas algo da tua cabeça, fruto da barreira que criaste. Não podes pensar que a interação social que vais ter futuramente vai ser negativa. Que eu saiba, não lês o futuro.

4. Tira o escudo de proteção. Abre-te mais e dá o beneficio da dúvida. Nem toda a gente tem o intuito de te magoar. O segredo é abrires-te e sentires-te vulnerável. Deita o “e se ” pela janela fora.

Cada pessoa é diferente e única, logo o sentimento de solidão invade cada um de maneira diferente, no entanto, a cura é igual para todos.

Faz-me um favor e arranca a frase “eu não sou suficiente” do teu vocabulário.

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