Amor de pai a uma filha: E o universo no meio?

Ora bem, provavelmente venho tarde para abordar este filme (que chegou a ganhar um óscar, e esteve nomeado para muitos outros), mas eu tinha que expor aquilo que senti e de que forma o encarei. “Interstellar” foi o filme que me fez pensar acerca de um assunto que não é muito comum ouvirmos falar no nosso dia a dia — provavelmente por nos acharmos grandiosos– : os limites da humanidade e até onde podemos ir.

É um filme que me fez sentir um misto de emoções — o que não é de estranhar, uma vez que foi realizado por Christopher Nolan. A história é muito simples: os alimentos na terra estavam a acabar por causa de uma propagação de pragas nas suas respetivas produções, e o mundo se encontrava assolado por tempestades de poeira, levando a que os humanos tivessem de “sobreviver” e de planear maneiras de inverter essa situação; entretanto, o governo dos E.U.A. investia, em segredo, o dinheiro dos contribuintes em programas espaciais, pois entendia que o planeta Terra era um caso perdido; posto isto, vale agora retratar as duas personagens principais, que, de forma muita simplificada, se reporta à relação entre um pai e uma filha (este também tem um filho, mas é menos relevante para a história), que ficam separados um do outro, ao longo do filme; isto porque o pai teve de cooperar com a NASA na busca de um novo planeta para a humanidade; escusado será dizer que os milhões de anos-luz que separavam um e outro teve o seu impacto nesta relação. Muito drama e mistério vão emergindo à medida que a storyline do filme se vai desenrolando. E o final é simplesmente wow. Não vou dizer como termina, mas posso garantir-te que foi tudo menos aquilo que esperava. É mágico.

Quando o terminei de ver, posso dizer que me deu uma espécie de crise existencial. Pus-me a pensar e comecei a fazer algumas pesquisas acerca de conceitos que foram utilizados no filme como “wormholes“, que basicamente consiste num atalho, que segundo muitos cientistas teorizam que existem espalhadas pelo espaço. Vou tentar explicar de uma maneira muito sucinta: eu estudo em Coimbra e quando vou para Braga, demoro no mínimo duas horas. Se eu utilizasse o “wormhole” chegaria apenas em meros segundos. Isto foi apenas uma curiosidade, o importante a reter não é isto, é sim o facto de que à medida que o tempo passa o universo alastra-se mais e mais, sendo que as galáxias se vão distanciando continuamente uma das outras, tendo apenas um elo em comum: gravidade. Se já nos dias de hoje é impossível conhecer tudo o que está ao nosso redor, como é que algum dia a humanidade vai ter a capacidade de conhecer aquilo que não pára de crescer? As dúvidas e questões, não me paravam de fluir: Estamos realmente sozinhos? Fomos apenas nós os eleitos para viver e SENTIR?

O espaço ainda é (e durante vários séculos e, quiçá, milénios, muito provalmente será) o maior obstáculo, de longe, que o ser humano terá. É certo que muitos de nós sonha, estuda, e tenta prever o que existe para lá do nosso mundo. Mas também é certo que pouco sabemos acerca do espaço (em toda a sua grandeza). Daí os mais conhecedores do assunto ficarem-se, muitas vezes, por… teorias. É isso mesmo, temos limites. Somos tão pequenos. Tão insignificantes comparativamente com o que existe lá fora. Somos literalmente uma agulha num palheiro. Triste, mas verdade.

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